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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Mediunidade - Desenvolvimento Mediúnico


Vamos observar alguns fatores de nossa atualidade junto às doutrinas e chegadas de entidades, hoje mais especificamente, falando do povo de Exú/Pombo Gira (Umbanda/Kimbanda).

Vejo muitos iniciantes com entidades nascendo já falando, dando consultas, bebendo, fumando, recebendo suas entidades em ambientes domiciliares, comerciais, dançando e cantando... Até que ponto isso está correto? Até onde é uma entidade de fato que está se manifestando? Até que ponto o dirigente espiritual da casa é responsável?

Bom, inicialmente, precisamos entender que existe um abismo muito grande, porém paralelo, entre o médium, o espírito e sua consciência. Toda entidade ao nascer, ela necessita de acompanhamento, até mesmo para se firmar no chão. Ao chegar, a entidade, a consciência e o médium entram em um processo que chamamos de desenvolvimento, onde ambos estarão na transição do conhecimento e do amadurecimento, para assim terem condições futura de trabalharem dentro da falange na qual o espírito pertence. Trabalharem??? Simm, no plural, pois um depende do outro para atingir o equilíbrio pleno, matéria, consciência e espírito caminham juntas.

Após esse período de desenvolvimento, que pode variar de 3 há 7 anos, onde a entidade terá dominado a matéria e a consciência, ela passará por testes, onde dirá se ela estará apta de fato. Estes testes não necessariamente são provas que agridem a matéria ou levam a paranormalidade. Um espírito pode provar sua evolução de muitas outras formas. E então assim, a entidade ganhará a sua liberdade para falar e fazer seu trabalho, sua magia, seja na caridade ou até mesmo na maldade. E logo em seguida, conforme sua evolução e assentamentos necessários, ganhar seu governo junto a casa de seu médium.

Mas é nesta hora onde o papel do dirigente espiritual entra em ação. Cabe a ele, somente a ele, passar toda essa doutrina e cuidado junto da entidade e do filho em questão, durante este longo período transitório. Caso contrário, a pessoa ficará perdida em meio a uma corrente de energias desconhecidas, oscilando entre matéria, consciência e entidade, dando espaço muitas vezes, para espíritos obsessores atuarem, trazendo prejuízos irreparáveis para a vida do médium desenvolvente. Onde acabará por muitas vezes se manifestando em ambientes e horas não propícias, falando coisas de seu subconsciente, achando que é vidência, buscando pontos fracos para avaliar e julgar situações em meio a ocasiões adversas. O médium acabará em plena desordem, ao ponto de onde um simples arrepio ou conflito pessoal ser motivo para manifestação da suposta entidade. Desencadeando uma série de comportamentos que não condizem com a doutrina da própria espiritualidade. O que por fim, acaba gerando total descrédito junto das pessoas mais próximas, servindo de chacota nas redes sociais junto aos diversos "grupos de marmoteiros" e, descrédito com seus irmãos de corrente. O médium acaba, por muitas vezes, abandonando a religião, sem saber onde errou.

Um bom axé a todos!

Pai Daniel de Oxum




*Imagem meramente ilustrativa, retirada da internet (Google).

domingo, 21 de maio de 2017

Visita Vereador de Canoas/RS



Dia 10/05/2017 recebi no Ylê de Oxum, com muito carinho, a visita do irmão Pai Paulinho de Odé. Religioso sério, ser humano de extrema humildade, aos longos dos anos vem erguendo a nossa bandeira de matriz africana em prol de nossos direitos e deveres.

Debatemos diversos assuntos religiosos e políticos, ressaltando a intolerância religiosa, a desunião entre os povos de terreiro, bem como, a questão da sacralização. 

Agora engajado com uma proposta ainda maior para 2018, um representante de axé, que veio unir forças com nosso Ylê. Lhe desejo irmão toda sorte e conquista nesta nova jornada. Que Mãe Oxum e Pai Odé lhe abençoem. 

União faz a força!

Axé!

Pai Daniel de Oxum 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Quaresma - "Romper da Aleluia"

No culto afro, assim como no católico, a quaresma tem suma importância. Neste período as divindades se recolhem junto á Olorum (Deus) em respeito a peregrinação de Jesus Cristo, representado pelo orixá Oxalá. Os orixás prestam conta de nossos atos durante o ano que passou e clamam misericórdia sobre os erros e pecados da vida terrena, buscando nossa evolução. 

Espíritos e energias adversas circulam até a sexta-feira santa, não se fazendo sensato muita exposição e exageros, mantendo a integridade de seu campo energético e ações.


No sábado de aleluia pontualmente as 10h da manhã servimos as frentes de todas as divindades, doces, frutas e flores, recebendo os mesmos após seu período de resguardo, a quaresma. Momento de plena magnitude dentro do culto afro, chamado "romper da aleluia", efetuamos uma roda de santo, denominada "Xirê", dançando, saudando e recebendo os Orixás.  



domingo, 19 de fevereiro de 2017

Religião Afro - "Falsos Profetas"



     Hoje quero tratar de um assunto bem delicado, porém necessário. Seguidamente atendo à pessoas que tiveram a infelicidade de serem assistidos por supostos falsos sacerdotes. Supostos Pais/Mães de Santo sem nenhuma referencia de matriz africana pautada. Religiosos sem nenhum preparo, totalmente perdidos por não deterem uma raiz que tenham lhes passado os devidos ensinamentos, segredos e preceitos de nosso culto. 

     Falsos sacerdotes que se misturam dentre os diversos cultos religiosos, não tendo uma identidade definida própria; Cabinda, Oyó, Nagô, Jejê, Ijexá, Grefe, dentre outras. Jogam búzios, aplicam ebós, iniciam iyawôs, se incorporam, enchem a cara de cachaça e falam mentiras em nome das entidades, em fim, dão andamento ao culto, sem ao menos estarem com suas obrigações em dia, sem discernimento algum. Em consequência, não se obtem nenhum resultado aos envolvidos, as prejudicam espiritualmente e trazem consequências graves a vida das pessoas. E são estes, que por fim, geram total descrença aos cultos afros, denegrindo a imagem.

   Trago a religião africana em minha família e no sangue, pois sigo o culto através de meus ancestrais. E mesmo assim, com todos estes anos, meus Orixás ainda me acrescentam aprendizados. Religião, seja qual for, não é "brincadeira", todo sacerdote de fundamento deve zelar e manter pelos seus cultos, não deixando assim, denegrir a imagem, através de religiosos despreparados e "falsos profetas". 


Um bom axé!


Pai Daniel de Oxum

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Economia e Finanças - Previsões 2017 a 2020



Mencionado em minhas previsões anteriores, o setor econômico e financeiro no país em 2017 iniciariam um processo de reestruturação gradativa, tendo seu ápice em 2018.

Com base em minha consulta junto aos Orixás, indico para aqueles que almejam investir ou arriscar em um novo projeto, 2017 e 2018 será a melhor oportunidade para driblar a crise. Pois a partir de 2019 iniciaremos um novo ciclo astral de recessos financeiros, que perpetuará até início de 2021. Os projetos aplicados até a metade de 2018 terão grandes oportunidades de ascensão e manterão seu equilíbrio.

Portanto, não aconselho nenhum planejamento de grande proporção financeira para 2019 e 2020. Aproveitem os bons frutos de 2017 e principalmente 2018 para se garantirem nos dois anos subsequentes.

Um bom axé!

Pai Daniel de Oxum

domingo, 23 de outubro de 2016

Atendimento Whatsapp



Uma das opções de atendimento é por meio de ligação telefônica gratuita através da internet pelo aplicativo Whatsapp em seu celular. Solicite informações.


+55 (51) 99315.8480 WhatsApp




*imagem meramente ilustrativa, retirada da internet (Google).


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Musifim - Exú Capa Preta

Musifim / Exú Capa Preta




    Gostaria de registrar um pouco da história desta grande entidade espiritual que tenho o prazer de ter me escolhido para ser seu médium/intermediador. Os relatos são de ensinamentos recebidos através dele e pesquisas.
       
    Musifin ou Exu Capa Preta, se trata de uma entidade espiritual que quando vida teve o titulo de conde, em uma época remota, mais antiga do que a própria antiguidade. Algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da biografia dele em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia. Ele foi um bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia Negra, da Alquimia e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos através da Magologia. Há ainda pesquisas que fazem alusões desta entidade com a lenda do Conde Drácula, o que de minha parte tenho discórdias, pelo simples fato que Conde Drácula é um personagem fictício, com dentes afiados, que não podia ter contato com a luz do sol e se alimentava de sangue humano. Já Musifim, teve existência, ou seja, um ser humano que viveu na Terra em um determinado período, praticante de magias e feitiços.
       
    Musifim conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da magia, e hoje teve a permissão e a missão de incorporar em um médium para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar. Musifim é chefe de falange, pertence à hierarquia cabalística de Sirach (Exú Calunga). Seu poder esta nas encruzilhadas e nos cemitérios, podendo realizar inclusive trabalhos em figueiras e matas, manipula os elementos que envolva os reinos vegetal, mineral e animal, através da Magia Negra. Resolve problemas que envolvam negócios relacionados à área profissional, afetiva, saúde e espiritual. Ele é chamado de faca de dois gumes; pratica o bem e o mal. 

  É muito famoso por resolver problemas aparentemente sem solução, seus trabalhos são eficazes, algumas vezes de resultado imediato, após a realização do ebó/feitiço. Existindo hoje seitas que cultuam a Cabala de Musifim como “maioral/rei”, podemos chamar assim, tamanha é sua grandeza.



    Kobá Laroyê, Emojubá, Amadokê o Exú Musifim!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Quem sou eu! Raiz religiosa.

Babalorixá Daniel de Oxum


Nascido em São Paulo/SP, no Bairro do Limão, trago ancestrais por parte de mãe e pai carnal, dentro do Batuque RS, do Candomblé, da Umbanda e da Quimbanda (SP e RS). Trago as religiões de matriz africanas desde minha infância, aliás, em “meu sangue” propriamente dito. Meu pai carnal morava em São Paulo/SP, filho nato de Ogum, foi criado por sua avó, uma Yalorixá oriunda do período escravista no Brasil. Nunca vou me esquecer, ao ver aquela senhora negra pela primeira e única vez, minha bisavó, aos meus aproximados 04-05 anos de idade, meados dos anos 1988/89, sentada em uma cadeira de balanço. Era o mesmo que olhar fielmente para cópia de uma imagem (gesso) de uma Preta Velha da Umbanda, desde o detalhe do lenço na cabeça, até o guarda-pó na cintura (vestimentas antigas, de época). Ficou marcado em minha memória, ali tive a honra de ver o próprio “DNA” dos descendentes africanos, que correm em minhas veias! Lembro também que ela tinha vitiligo, e infelizmente nem eu e nem minha mãe lembramos ao exato seu nome, devido não obter aproximação e criação por parte de meu pai, foram apenas raros momentos.

Minha bisavó tinha seu próprio terreiro, era Cacique de Umbanda/Kimbanda e Yalorixá de Candomblé, não sabendo especificar ao certo qual nação ela pertencia. Meu pai carnal era muito devoto e fiel a minha bisavó e suas crenças de matriz africanas, e possuía obrigações (religiosas) junto dela. Sendo à primeira religiosa que avisara meus pais de que eu viria com uma missão divina religiosa dentro dos cultos de matriz africana, ainda quando eu estava no ventre de minha mãe. O crédulo de meu pai era de tão grande, que em homenagem a Cosme e Damião, se expirou em meu nome, Daniel. Que na verdade deveria ser “Damiel”, com “m”, por Cosme e Damião! Porém naquela época, 1984, os cartórios não autorizaram a inserção deste, sendo colocado por minha mãe à fonética mais próxima, o nome Daniel!


Da parte de minha mãe, sua avó, ou seja, minha bisavó, também foi uma Yalorixá, Vergilina do Oxalá (Batuque/Umbanda/Quimbanda). Minha mãe carnal, mesmo com toda essa influência ancestral era mais ligada como adepta e cliente. Frequentou em São Paulo, por um longo período, o barracão do Babalorixá Wanderlei de Oxóssi, do Candomblé Ketu, que ficava próximo da extinta Rede Manchete, na Casa Verde. Muito fomos em seus festejos e fazíamos alguns ritos/ebós. Onde pela segunda vez foi avisada de que eu teria vindo destinado a cumprir uma missão espiritual. Sendo este momento meu primeiro contato com a cultura de uma religião de matriz africana, o Candomblé Ketu, e lembro que fiquei fascinado com toda aquela cultura e energia.


Ainda criança, viemos morar em definitivo em Porto Alegre/RS, inicialmente próximo a divisa do Morro da Cruz, na Primeiro de Setembro (Santa Maria). Uma região "polo" de grandes nomes do Batuque! Marco onde se dava o início de toda minha grande jornada espiritual, que através de meu tio-avó Jair (Babalorixá Jair do Bará/Exú Lodê) fiz minhas primeiras iniciações dentro das religiões de matriz africanas. Dentro do Batuque da nação Jêje-Ijexá, na Umbanda e na Kimbanda. Onde pela terceira vez foi revelado a minha missão espiritual, através dos búzios (Ifá). Comecei com uma obrigação de amací, e junto dos Orixás já participava dos ritos e cumpria com minhas responsabilidades, inclusive junto do culto aos Eguns (Balé/Igbalé). Que por sinal, desde muito novo, eu já enxergava e sentia a presença de espíritos. A Kimbanda de Pai Jair era feita com ocutás/otás e suas respectivas ferramentas. Seus Exús se manifestavam sempre após a abertura, ou melhor, a “virada” da Umbanda para o povo de Exús, nunca antes. Os seus ritos tinham muitos traços antigos (“primórdios”), onde os Exús vinham (se manifestavam) provenientes da Umbanda, como uma forma de prestar trabalho e o descarrego, ao término. Sua Umbanda na base das ervas e bebidas, quartinhas, fitas e das pembas. Seguia uma linha bem espírita, onde líamos textos e ensinamentos (doutrinas) na abertura das sessões.

Na tradição Jêje-Ijexá de Pai Jair, os ritos eram bem similares as tradições do Ijexá, com algumas particularidades da nação Jêje. Seu Babalorixá foi Pai Idalino de Ogum Onira (Jêje-Ijexá), das bacias de Pai Paulino do Oxalá Efan (Ijexá) e do Babalorixá Custódio de Sakpatá Erupê (Jêje). Pai Jair passou por outros pais de santo no decorrer de sua caminhada, onde com certeza, agregou demais tradições aos seus ritos, não praticando em sua “originalidade” os ensinamentos provindos somente de Pai Idalino. Nomes como o do Babalorixá Mário do Pó e da Yalorixá Lilian do Bará Agelú, foram citados por ele. Onde Mãe Lilian do Bará, foi a Yalorixá que deu início ao assentamento de Bará Lodê. Mãe Lilian também teria sido mãe de santo de sua mãe carnal, minha bisavô (Vergilina de Oxalá). Pai Mário do Pó, foi um antigo e grande feiticeiro dominador dos ritos através dos “pós mágicos”, muito utilizado para danos (maldade), de onde provinha todo seu conhecimento sobre o assunto (pó/feitiço). Mas não me recordo das respectivas nações destes, pois Pai Jair, por sua vez, não comentava seguidamente sobre estes por menores mais "profundos" de seu passado, nem mesmo com suas companheiras e filhos.
Filho de Jairzinho do Bará Lodê (Jejê-Ijexá), neto de Pai Idalino do Ogum Onira (Idalino Moreira) (Jejê-Ijexá) e bisneto de Pai Paulino de Oxalá Efan (Ijexá). Assim se dá minha base ancestre.
      
Pai Idalino de Ogum, um dos mais afamados Babalorixás do Rio Grande do Sul, era filho de Dona Francelina de Xangô, que faleceu aos 125 anos de idade. Pai Idalino perdeu seu pai muito cedo e foi criado pelo Príncipe de Ajudá, Custódio Joaquim de Almeida. Pai Idalino começa sua trajetória religiosa sendo filho de santo de Príncipe Custódio de Sapaktá Erupê, da Nação Jêje. Com a morte de Custódio, ainda não tinha todos os axés, então vai ser filho de santo de Pai Paulino de Oxalá Efan, da Nação Ijexá.
      
Pai Paulino de Oxalá Efan foi iniciado e aprontado por duas ex-escravas oriundas da cidade de Ilexá na Nigéria, uma de nome Margarida que era filha de Oxalá e sua irmã Inácia. Pai Paulino foi considerado um dos maiores nomes da Nação de Ijexá no Sul do Pais.
      
Não menos importante, em meio minha estrada, uma longa caminhada na bacia da Nação Cabinda e no Candomblé de Caboclo, com Valter De Oxum (filho de Marlene de Obá / Oyó-Jejê, de Viamão), onde passei aproximadamente sete anos. Na verdade o culto da casa é Cabinda, mas a nação da bacia de Mãe Marlene era Oyó-Jejê. Algo no qual não tem relevância trazer maiores detalhes neste contexto, o intuito é apenas legitimar minha base religiosa. Acompanhei Valter desde de sua morada na Cristiano Fischer, provindo de Viamão, presenciando inclusive a chegada ("nascimento") de sua filha carnal (adotiva), no qual peguei no colo! Por fim, passando pelo seu atual endereço.
      
E em busca de maiores conhecimentos e aprofundamentos espirituais junto aos meus Orixás e Catiços, no ano de 2010 iniciei meus preceitos e feituras pela raiz do Candomblé de Kêtu e no Candomblé de Caboclos, no Axé Ogunjá, de Pai Paulinho de Ogum Xoroquê (filho de Pai Odeci de Logun Edé, Salvador/Bahia).

Fone/Whats:

51.989315.8480
dani.dsvp@gmail.com