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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Previsões 2026

Como de costume, antes de adentrar nas previsões, quero expor uma pauta, ou até mesmo, uma possível reflexão, sobre previsões mediúnicas!



Muitos nos chamam de médiuns, uma das denominações mais comuns. Mas de fato você sabe o que é um médium, vidente?! Em resumo, o médium na "teórica" deve ter um grau "avançado" ou "privilegiado" de contato com o mundo espiritual, recebendo informações sobre pessoas, fatos ou situações desconhecidas pelo médium, que estão acontecendo ou que ainda irão acontecer.

Vale lembrar que essa é uma graça, dádiva divina, que nos foi incumbido por Deus (um dos muitos nomes do criador), em nosso plano terreno. Este dom pode ser manifestado em diversas crenças ou até mesmo em uma pessoa sem uma doutrina religiosa específica. Podendo "despertar-se" em qualquer fase/idade da vida. No meu caso, a maior parte de minha vidência vem através do oraculo dos Orixás, o "jogo de búzios" (Ifá/Orunmilá). Mas não necessariamente necessito dos búzios para revelar algo, recebo "avisos ou revelações" de meus mentores espirituais ou espíritos desencarnados. Enxergo espíritos desencarnados desde minha infância e, na prática existem muitos graus de mediunidade, que em algum momento da vida irá se revelar. Neste tópico em questão estarei pautando mais sobre a "mediunidade vidente".  

Na grande maioria os médiuns são "rotulados" pelos percentuais de acertos, de "0 a 100%", aos olhos do povo, curiosos e adeptos. Uma das mais aclamadas médiuns, você já deve ter ouvido falar, é Baba Vanga, conhecida mundialmente. Baba Vanga detém em média 85% de assertividade em todas as suas previsões realizadas. Porém o que poucos sabem, é que este percentual de acerto é dom para pouquíssimos videntes.

Você deve estar se perguntado, mas teoricamente não deveria ser 100% de assertividade?!

Nãooo! Na prática não é assim que funciona. Entenda, Deus nos deu este dom, mas jamais tirou de nós, seres humanos, o poder do LIVRE ARBÍTRIO. Posso "ver" hoje uma pessoa atravessando a rua e sofrendo um acidente nos próximos dias. Mas o que impede de ela ter mudado seu percurso, neste caso, chamamos de "seu destino", e ter seguido por outra rua, na qual não lhe implicaria nenhum acidente? Neste caso a pessoa usou de seu livre arbítrio, ou até mesmo, obteve uma ajuda espiritual, que a livrou do perigo revelado. E isso torna este vidente negligente?! Obviamente que nãooo! Por uma questão clara, o "livre arbítrio", aliado as "energias" e "ajudas espirituais" que cada ser humano possui. Que em outro momento adentrarei mais sobre este assunto. Por isso, médiuns com este percentual de 85%, são de fato, bem conceituados.

Claro que hoje nos deparamos com inúmeros médiuns, das mais variadas crenças e "teatros" (diga-se de passagem), basta entrar em qualquer plataforma de compartilhamento de vídeo que você verá diversas "figuras". Mas precisamos saber separar o "joio do trigo". Hoje existe uma verdadeira "salada" de supostos "médiuns", misturando crenças e tradições que se quer eles detém o mínimo conhecimento. 

Sinceramente, vocês acreditam que nosso plano espiritual seria tão "egoísta" a ponto de privilegiar apenas os "famosos" junto de nós médiuns videntes?! Que somente iríamos prever desastres e desgraças para humanidade?! Certamente que nãooo né!!! Desconfie de "videntes" que só recebem "visões" ou "avisos" unicamente sobre famosos e desgraças. Ou pior ainda, sobre fatos ou situações que já estão ocorrendo ou que se teve suposta notícia do fato recentemente, que se torna clara a dita "vidência", neste caso, a suposição da resposta para o tema. Busquem sempre a fundo e tentem identificar qual percentual de acerto do mesmo, não acreditem nos primeiros "reels" que vocês assistirem! 

E existem ainda aquelas pessoas que recebem um aviso do plano espiritual, não necessariamente sendo um "médium vidente". Até mesmo através de um sonho, sobre algum fato que esteja por acontecer e acabam acertando. Porém, depois da repercussão positiva e rentável da suposta "previsão", seguem nas redes e mídias "profanando" uma série de "vidências", onde nenhuma se torna concreta! Onde a pessoa em questão foi agraciada com um único aviso, apenas isso, mas não que seja um "poderoso vidente". 

O ponto principal que devemos ter em mente é que não receberemos informações únicas e exclusivamente sobre famosos, artistas ou pessoas renomadas. Essa conduta foge de todo e qualquer princípio básico da doutrina de Deus (e suas diversas manifestações). Afinal, somos todos irmãos, filhos de um único pai. Isso é a prática do "dinheiro a qualquer custo", de quem brinca com a crença das pessoas, em busca de "likes" e "seguidores".

Aos quem acompanham meu trabalho, dos clientes mais próximos aos que me procuram via "online", no Brasil e exterior, sabem que repasso no mínimo 80% de assertividade em minhas consultas, para as respostas de suas perguntas. Obviamente que podem se alterar algumas questões, pelos fatos já explicados acima...


Contudo, as previsões a seguir são pautadas na consulta ao oráculo dos Orixás, na minha tradição do Batuque RS, assim como, do tarot cigano, aliados de minha vidência. Onde menciono os principais tópicos do país e do mundo, mas principalmente, a fragilidade e positividade que o novo ciclo trará na vida da grande maioria das pessoas e do planeta!


O ano de 2026 será regido por uma divindade central: Ogum. Dando continuidade ao terceiro ano de um novo ciclo energético, iniciado por Bará/Exú, que se perpetuará até Dezembro de 2028, findando com os Orixás Oxum e Oxalá. Ogum traz consigo a energia de Oyá/Yansã e Oxum, onde os elementos "terra", "fogo", "ar" e "água" estarão caminhando para um pequeno ponto de equilíbrio. Que ficará mais consistente em 2027 e 2028, principalmente 2027. Já que teremos um fim de ciclo em 2028, com promessas de "energias ceifadoras", principalmente no segundo semestre. Em algumas tradições do Batuque RS, Yemanjá também acompanha esta regência. No sincretismo católico Ogum está associado a São Jorge.

Na prática isso quer dizer que teremos mais um ano de muito calor (predominante), com períodos de desequilíbrios em pontos isolados. Ocasionando secas, queimadas, tempestades, muitos raios (descarga elétrica), enchentes, tornados e muito vento. Tudo devido ao elemento terra seguir em maior atividade em 2026.  

Conforme alertei ano passado, devemos seguir muito atentos aos vulcões, as placas tectônicas e suas consequências. As placas tectônicas seguirão em forte movimento em 2026. Muitas atividades vulcânicas ainda serão registradas e, novamente poderemos ser surpreendidos por vulcões adormecidos, sendo despertos. 

Em 2025 salientei que seria um ano mais "denso", de forma geral. Ou seja, foi um ano onde quem veio se estruturando desde 2024, começou a colher seus frutos, principalmente a partir do mês de Maio. Tendo um ano de 2025 em ritmo constante. Já para outros, que não vinham em um ritmo acelerado, desde os anos anteriores, seguiram "patinando", com poucas perspectivas em 2025. Ano onde muitas pessoas passaram por grandes provações de vida, principalmente no campo das relações familiares e da saúde. Ano também dos desencarnes em grupos. Da transformação interior, de rever seus valores, de buscar seu "papel na vida", da evolução interior, "limpando" tudo que não lhe fosse positivo, promissor e saudável. Era o ano da "vassoura" e do "corte", lembram?! 

Já em 2026 a "aceleração" voltará com pleno vapor, você estando no "ritmo" ou não, o ano irá "correr"! O novo ano já iniciará com boas perspectivas. Se o problema era falta de oportunidade, agora será o excesso, aproveitem! Ogum é dono dos caminhos, inquieto, impulsivo e persistente! Teremos um 2026 de grandes promessas! O novo ano será ligado a transformação dos seus "caminhos"! Ou seja, da objetividade, da força empenhada, do que precisa ser ampliado ou reformulado, do que deve ser excluído ou agregado. Contudo, como a forte energia de Ogum, um guerreiro implacável, revolucionário e detentor de todas as ferramentas e armas de metal, será tudo obtido na base da força e da perseverança. A vitória é promissora, para quem não teme batalha, os caminhos estarão abertos, esperando você desbravar! Não se espante chegar ao fim do ano e você se deparar "dentro" de um "contexto" totalmente oposto do que você imaginava, porém, obtendo bons resultados! O caminho que Ogum abre, ninguém fecha! Ou estará sob a lâmina afiada e cruel de seu facão! 

Este orixá também nos remete a criatividade, aliada ao poder de transformação, ou seja, o ato de se reinventar. Este exímio ferreiro, transforma com emprego de suas mãos, a matéria prima bruta (ferro), em utensílios de grande valor. Transmitindo para 2026 que não devemos nos acomodar e, que podemos sempre vencer obstáculos, seja em qualquer aspecto da vida! Oyá/Yansã, rege os ventos, raios e fogo, dona da aliança (casamento) e do teto (moradia), sedutora, guerreira, temperamental e incontrolável, seu metal é o cobre! Ela quem impulsionará muito a fluidez dos percursos abertos por Ogum. Oyá/Yansã gosta de tudo pra ontem, nada fica pra depois!

Oxum, grande bruxa feiticeira, detém o poder da procriação, é dona do ouro e do latão (cobre e zinco), a senhora das cachoeiras, da abundância, feiticeira do amor, também estará aliada a Ogum e Oyá/Yansã, em 2026. Esta fusão trará grandes possibilidades de crescimento financeiro e impulsionará questões amorosas, como romances, noivados e casamentos! 

A indústria e o comércio estarão bem aquecidos. Ano para aquisição de bens! Escolha fechar negócios nos meses de Janeiro, Março, Abril, Maio, Junho, Outubro ou Dezembro. Onde as energias para estas finalidades estarão mais harmonizadas. Os avanços e descobertas seguirão ganhando cada dia mais força e espaço. Em todos os campos, desde a medicina, a área nuclear, robótica, nos meios de transportes, na busca pela qualidade de vida, na segurança, dentre outros. O novo ano promete muitos recursos sendo disponibilizados em prática, que foram estruturados e estudados, durante anos anteriores. A era da modernidade vem chegando! A economia brasileira aproveitará o impulso das "oportunidades" para alavancar o seu processo de recuperação e crescimento, gerando mais oportunidades de emprego, aliados a abertura de novos projetos e empreendimentos. O primeiro semestre de 2026 já fechará com positividades no setor econômico, trazendo um pouco mais de equilíbrio ao Brasil.

No setor político, conforme previ para 2025, tivemos períodos de recessos e instabilidades financeiras no Brasil, impulsionado por ligações políticas. O ano de 2025 "patinou nas cifras", por longos períodos. O que faz ligação, dentre outros fatores, com outra previsão feita. Onde o novo presidente eleito, Donald Trump (EUA), teria grandes desgastes com o mundo. Como forma de Trump demonstrar sua autoridade e poder, fomentando grandes prejuízos e respectivos atrasos aos EUA e suas relações entre muitos países. E assim se concretizou! Para 2026 o alerta para uma guerra segue firme, onde Trump despertará a ira de no mínimo três líderes (países). Trump deverá ter atenção a sua saúde, vejo um possível procedimento cirúrgico sendo feito. Estados ao sul (EUA) devem ficar mais atentos a destruições, vejo muito desencarne em grupo nestes estados. 

Nas previsões de 2023/24/25, citei sobre as inúmeras publicações de muitos "videntes" sobre o presidente Lula. Onde muitos afirmaram veemente sua morte, onde o mesmo não encerraria seu mandato. Porém, em minha consulta sobre o futuro de Lula, em nenhum momento previ sua morte, frisei apenas que ele teria problemas de saúde a serem tratados, no decorrer destes anos, mas nada que corrompesse seu mandato, e assim se fez! Quanto a 2026, reafirmo, não vejo morte no caminho dele, também não vejo nenhuma barreira impedindo seu mandato. Lula soube transformar as energias de 2023 (reestruturação), 2024 (comunicação) e 2025 (transformação) a seu favor e, respectivamente, a favor do Brasil. Driblando crises e imprevistos financeiros, já previstos pelos orixás, desde de 2022! As energias de Lula são bem favoráveis para uma reeleição, será mais uma disputa acirrada. A primeira-dama Janja, estará mais próxima dos ministérios, por mais que hoje ela não tenha planos para uma possível carreira, os orixás mostram ela assumindo algum papel importante. Essa movimentação poderá ocorrer entre 2027 e 2028, onde ela estará influenciada pelas energias maternas, do cuidado ao próximo, do zelo a família e seus direitos, que estes anos impulsionarão.  

Assim, quanto ao ex presidente Bolsonaro, previ que ele teria problemas judiciais graves eclodindo, referente ao seu mandato presidencial, principalmente entre os anos de 2024 e 2025, "respingando" inclusive em toda família. Frisei que Bolsonaro seria condenado e até mesmo preso. Previsões que se concretizaram!   


No amor, campo que muitos ansiosamente aguardam! Um ano com energias favoráveis para se firmar um compromisso de aliança! Principalmente nos meses de Janeiro, Abril, Maio, Junho, Outubro e Dezembro. 2026 será um ano com força sexual mais ativa! Aquelas curtições do passado tendem a reaparecer neste novo ano! Devemos cuidar muito questões de ciúmes, possessão, desconfianças e principalmente a impulsividade. Pois estas serão as energias desafiadoras do ano, com maior volume de conflitos e rompimentos entre as relações. Ano que devemos ter cautela com a gravidez indesejada, durante o ano inteiro, sem exceção! Apesar do ano ser regido por uma divindade masculina, as mulheres estarão em maior destaque, esbanjando sensualidade! E não só por conta de Oyá/Yansã e Oxum não! Mas Ogum, mesmo com seu jeito rude e prepotente, no amor, ele corteja sua amada, se entrega de corpo e alma, sendo submisso a suas companheiras, por mais que morra negando! E neste "combo", não menos importante, temos um toque especial vindo de Oyá/Yansã e Oxum, que esbanjam sensualidade, mistérios, fogo e paixão! Portanto, reserve um espacinho na sua agenda atribulada e curta as energias favoráveis, antes que o ano acabe! 


Para 2026 reforço o cuidado aos índices de sequestro e estrupo, entre crianças e adolescentes, principalmente junto das crianças. Na saúde infantil, 2026 pede cuidado com fraturas e lesões. Evitar o manuseio de objetos ou utensílios cortantes. E atenção com brinquedos de alta velocidade e, junto de armas esportivas e recreativas. A inquietude e impulsividade, energias presentes de 2026, estarão em evidência entre as crianças e adolescentes. Controlem estas emoções, direcionem atividades, no intuito de dissiparem estas energias de forma saudável.

O cuidado com as crianças e seus distúrbios emocionais vem sendo citados em minhas previsões, destacadamente e, segue para este novo ano. Quantas crianças foram mortas ou sofreram alguma forma de violação nos últimos anos? Cenas que se tornaram partes do cotidiano no Brasil, que antes eram vistas mais em outros países. O mundo está "doente", algumas lições ainda não foram absorvidas, ou já foram grande parte esquecidas, o processo do Covid já virou história, infelizmente
 

O que muitos chamam de "apocalipse" eu vejo como processo de reestruturação. A nova geração (2000 ou "Z") iniciou essa árdua missão de mudar o rumo da humanidade. Desacelerando está máquina silenciosa e perigosa na qual chamamos de "relógio/tempo". As novas gerações vem galgando espaços e mostrando que nem tudo se faz com "pressão", dando novo sentido a palavra "proatividade". Assim, estão reestabelecendo novos limites, respeitando o cuidado do corpo e da mente. Em um futuro bem próximo, o ciclo da vida irá fazer seu papel, as próximas gerações serão predominantes e as "coisas" voltarão aos poucos para os devidos trilhos, acreditem! 


Na saúde dos adultos o cuidado segue também com fraturas e lesões, a coluna e as contrações musculares serão um dos grandes vilões. As "LER e DOT" estarão a pleno vapor! Atenção junto ao desgaste dos ossos, doenças tais como: osteopenia e a osteoporose. Cuidar os excessos com bebidas alcóolicas e suas complicações. Atenção ao Sol, cuide sua pele, se proteja das altas temperaturas. 

Nas previsões para 2023 eu já alertava sobre um cuidado maior com a saúde junto do ano de 2025. E para este novo ano, esta energia tende a estar mais branda, você se sentirá mais recarregado e não tão esgotado, como 2025 te fez sentir.

Nunca esquecendo que, a doença ainda seguirá sendo a maior lição espiritual de aprendizagem, pois ela toca na dor mais profunda e no desconhecido (a morte), do ser humano.


2025 trouxe uma carga expressiva do individualismo, tivemos que nos conscientizar que somos seres únicos (criação divina), individuais. E muitas objeções e embates, na vida, surgiram neste contexto. O que antes lhe dava apoio, hoje te fez ser suporte. O que estava ao seu lado ontem, já não esta presente hoje, mesmo que involuntariamente. Pois a carga energética de 2025 nos remeteu a este ensinamento, afim de nos conectarmos conosco mesmos.

E para 2026, ano dos caminhos e oportunidades, a lição será como agregar as pessoas que cruzam por sua jornada. Saber extrair o potencial individual (2025) de cada ser, saber delegar, utilizar de uma comunicação transparente e direta, "abusar" da criatividade e da transformação, tornando assim, o processo mais harmonioso, rápido, lucrativo e/ou assertivo. Cuidando sempre para não adentrar no campo da "imposição" e "engessamento" ("militarismo"), em suas relações, pois serão a sua ruína!   

Todo ano com regência de guerreiros, como os orixás Ogum e Oyá/Yansã, assim como tudo na vida, trazem seu lado positivo e seu lado negativo. Precisaremos ser mais cautelosos em nossas ações, evitem os conflitos, galgando através da inteligência e principalmente, da astúcia! Ano que dará espaço as falsidades e as trapaças, assim como as traições, fique atento aos adultérios, as assinaturas de papéis, negociações e acordos em geral!


No tarot cigano a carta do Brasil para 2026, em um contexto geral, saiu a de número 22, "O Caminho / A Estrada". Por sinal, uma carta com muita influência de Ogum, orixá regente! Essa carta representa as "encruzilhadas" da vida, nossas escolhas e possibilidades abertas. Assumindo a responsabilidade, através do poder de escolha (livre arbítrio), para seguir em frente. Traz a mensagem central das oportunidades que a vida lhe reserva, para solução de possíveis problemas, em seus diversos campos da vida, inclusive profissional. Afirmando o progresso de uma empresa, indústria e afins, para escolha de bons frutos, rumo a conquista. Em resumo, o Brasil pode esperar fechar grandes negócios, acordos e parcerias para 2026, mesmo em um ano de pleito eleitoral, o crescimento e as relações são muito favoráveis. A demanda e a oferta (economia) estarão em maior ponto de equilíbrio. Não havendo muito excesso de oferta, nem escassez de demanda. Reafirmando que 2026 vem para ser o ano das oportunidades!   


Já para o Rio Grande do Sul, três cartas "saltaram" para 2026, em um contexto geral, formando a conjuntura dos números 04 ("A Casa"), 06 ("Nuvens") e 35 ("Âncora"). Estas cartas trazem a mensagem de nossa base, da morada, remete aos nossos anseios e dúvidas, do que está preso ou estagnado em nossas vidas. Esta combinação remete para o RS a introspecção. A estagnação que precisa ter progresso, dos conflitos interiores, o abandono dos medos que precisam ser vencidos. É a necessidade de seguir novos rumos, da busca pela coragem e determinação para a mudança, da busca pelo equilíbrio emocional. Contudo, o povo gaúcho vem em processo de reestruturação diante dos problemas climáticos, das enchentes, após o grande golpe resultante do Covid, problemas que assolaram todo Estado. Em 2025 as cartas já pediam um "recomeço", uma "atitude", para se ter direção, "um novo plantio". Os gaúchos são guerreiros, não desistem fácil e, se refazem das "cinzas", mas ainda seguem, de certa forma, "atrasados". O ritmo precisa ser melhorado e muito, o novo ano pede essa aceleração. Galgando novos caminhos e conquistando progressos. O RS é grande e rico em recursos, mas precisa "mirar" para um alvo maior, sair desta estagnação ("passos lentos"). Sabemos que toda mudança traz resistência, gera dúvidas, mas se faz necessária. Este ano os gaúchos tem a árdua missão de escolher um novo representante ao governo do estado. Momento que exigirá muita avaliação, independente de questões partidárias e afinidades, lembre-se, o propósito é garantir o futuro dos próximos quatro anos do Rio Grande do Sul. E como mensagem final, mantenham seus lares com boas energias, semeando a harmonia, colhendo assim, as energias das oportunidades que 2026 lhe ofertará.




Este ano teremos o elemento metal influenciando diretamente em nossas vidas, no contexto Orixá. Este será um ano totalmente ligado ao ferro, mas também teremos influências do cobre, latão e do ouro. 

O ferro nos remete a ação, energia, coragem, a guerra e ao impulso. O ferro reflete qualidades de força e resistência. Em práticas de magia e misticismo, o ferro é frequentemente usado para proteção (como a ferradura sobre a porta) e para "ancorar" energias fortes, sendo considerado um metal com a capacidade de repelir influências negativas. O cobre e o latão regem o amor, a beleza, a harmonia, os relacionamentos, a sensualidade e o prazer. Espiritualmente, acredita-se que o cobre tem um efeito purificador sobre energias negativas, atuando como um mensageiro entre o corpo espiritual e o físico. Como liga, o latão remete simbolicamente à combinação de energias, à adaptabilidade e à capacidade de diferentes elementos (cobre e zinco) trabalharem juntos para criar algo novo e resistente. Isso pode ser interpretado como um símbolo de parcerias e síntese de forças. O latão traz consigo também, muitas características míticas do metal ouro, devido ao brilho de sua cor dourada. 

Já o ouro, associa-se à energia pura, ao brilho, ao calor e à força de vida. Usar ouro pode simbolicamente aumentar a vitalidade e a autoconfiança. Representa a riqueza material e espiritual, a generosidade e a capacidade de manifestar a prosperidade. O ouro não oxida nem enferruja, o que simboliza a pureza da alma, a eternidade e a incorruptibilidade do espírito. No contexto astral, está ligado ao Sol, remete à liderança, ao poder, à autoridade e à natureza divina.



Aos curiosos, o último ano com esta carga energética foi 2015! Como foi este ano para você?! 

Ano que poderemos usar e abusar das roupas mais escuras, principalmente vermelhas ou verdes, ambas são as cores energéticas de 2026. Assim como, o vermelho com azul marinho, poderão ser exploradas durante todo este novo ano! 

O número da sorte é o 07 e seus múltiplos!

E para entrar 2026 com energias positivas, atrair fartura e sucesso em seus caminhos, sirva em sua mesa, na virada de ano, uma (ou mais) tira inteira de costela de gado (preferencialmente "corte janela"), com sete ossos fixados em cada tira, assada na brasa ou forno. 

As frutas do ano são: a laranja, a maça, o pêssego, a pitanga, o melão espanhol e a uva verde (dedo de dama). 

Para atrair sorte no amor, sirva a mesa, doce de batata doce e/ou bem-casado!


Sigam o perfil no Instagram! 

@yle.de.oxum


Um bom axé!

Pai Daniel de Oxum







*algumas fotos foram retiradas da internet, sendo meramente ilustrativas.

sábado, 4 de novembro de 2023

Oxum/Osun - Abebé (Abébé) e suas contradições!

    Muitos dogmas pairam sobre os verdadeiros propósitos e conceitos do espelho (digi) de Oxum em "solo batuqueiro". Em verdade mitológica Oxum carrega seu abebé, espécie de leque/abano de cobre (Africa), de forma arredondada, que reflete igual a um espelho (digi). Oxum é dotada de enorme vaidade e adora admirar sua beleza, utilizando-se de seu abebé ou do reflexo das próprias águas cristalinas de onde faz sua morada, nos rios e suas cachoeiras. 


    Na grande maioria, por este motivo a conotação de abebé ("abano reflexivo") ficou destorcida junto das concepções afro-brasileiras. Hoje utilizamos muito do espelho (digi) em nossos ritos, tanto nos assentamentos (Igba Orixá), como em trabalhos/ebós e, alguns até mesmo, nos ritos de "lavar a cabeça/orí" (popularmente chamado no Batuque). Ritual no qual se "liberta/rompe" a ligação espiritual do antigo sacerdote (Babá/Yá) e prepara o orí (cabeça) do consagrado para adentrar e receber sua nova família de axé (Ẹgbẹ́), seu novo sacerdote e costumes. Sendo o espelho representando e adaptado, muito bem, como um abebé. 

    Outro tabu entre os batuqueiros, se refere a questão do própio Orixá (Oxum) se refletir, admirar-se durante suas danças, manifestadas em seus consagrados, fazendo uso de seu espelho (representando seu abebé). Onde o Orixá manifestado é sempre orientado a "virar/girar" seu espelho, colocando seu reflexo para "fora" de seu rosto. Os adeptos confundem a concepção de "não reflexo da imagem", ligada a questão da vaidade humana, com a concepção propriamente dita do Orixá cumprir sua mitologia de admirar-se!
 
    A vaidade é muito zelada dentro das tradições do Batuque por nossos ancestres, desde a "ocupação no santo" (popularmente chamado), até as sagradas obrigações e retiros, onde damos alimento ao nosso orí (cabeça) e Orixás. Segundo as tradições do Batuque, todos iniciados ou consagrados, não podem fazer uso de espelho (refletir sua imagem), quando em momento sagrado de resguardo e suas respectivas obrigações de santo. Motivo pelo qual se faz uma pausa para reflexão e ligação com sua espiritualidade, se desprendendo dos vícios e valores terrenos, como hábitos de vaidade, por exemplo. Sendo coberto com pano branco todos os espelhos contidos nos espaços de uso comum dos resguardados, inclusive nos banheiros. Na questão da "ocupação do santo" o rito fica mais cheio de mistério ainda, onde para impor a prática da "não vaidade" entre os adeptos, se estabelece que ao dizer ao iniciado que ele supostamente teria "se ocupado no santo", ele ficaria louco! Evitando assim que o adepto tivesse conhecimento, explanasse ou alguém pudesse lhe contar. Particularmente concordo e acho válido o zelo de nossos ancestres pelo exibicionismo da vaidade, neste ponto da "ocupação no santo", os dias atuais e suas disputas evidenciam e comprovam bem isso. Só trago em pauta para destacar o fato da forma imposta e a desinformação dos adeptos em alguns ritos.

     Por outro lado, no Candomblé não se tem estes mesmos ritos, ou mitos, seus iniciados podem saber sobre o ato de "bolar/cair no santo", ou se "ocuparem", como chamamos no Batuque. Seus respectivos Orixás utilizam de seus espelhos (abebés) e se admiram conforme sua mitologia reza. Único ponto de convergência entre os ritos do Batuque e do Candomblé, é a questão do resguardo quanto ao uso do espelho (digi), quando o filho está "recolhido", de "obrigação com seu santo", que acredito partir da mesma concepção da privação a vaidade terrena.

    O que fica claro que no Batuque temos uma cultura muito "cerrada", onde figuradamente falando, "pau é pau" e, "pedra é pedra", sem flexibilidades em suas condutas. Que neste caso a palavra "flexibilidade" seria mais adequada usar "sem entendimento de causa". Muitos Babás/Yás se quer sabem a real motivação de seus mitos, mas executam, pois assim aprenderam e ponto final (cerrado)! Muitas culturas impostas não são discutidas, não são estudadas, para assim poderem ser interpretadas de forma mais coerente. Jamais acharemos o "puro e verdadeiro" culto aos Orixás, pois somos dotados de uma cultura mista, formada por muitas diásporas, aliados as imposições católicas da época, a mescla cultural indígena e o período escravista. Ou seja, o Batuque, assim como o Candomblé, são religiões afro-brasileiras, não uma "cópia original" da identidade das religiões de matriz africana, que por sinal, também não são coesas entre seus inúmeros povos, reinos e tribos, junto de suas mitologias. 

    Contudo, o intuito deste texto é trazer o entendimento de que Oxum está dançando, se admirando, exibindo e jorrando seu puro axé de encanto, gratidão, leveza, doçura e beleza, muitas vezes acompanhada, além de seu espelho, com seu abebé, seu perfume e suas flores, quando manifestada. Ela não está refletindo a maldade ou feitiço (ajé/afofô) de ninguém, pelo contrário, Orixá está abençoando seu xirê, abençoando sua família (Ẹgbẹ́), expelindo o mal através do bem. Absorvam estes momentos "mágicos" e se desprendam das "viseiras", isso é o verdadeiro axé de Oxum!   


Ore Yeye Ó! Fiderioman! Yá mi Oxum!    


Axé!


Pai Daniel de Oxum



*imagem ilustrativa, retirada da internet (Google).

terça-feira, 24 de outubro de 2023

2023 - O Ano dos Finais de Ciclos



    Conforme minhas previsões, alertei sobre o ano de 2023, que seria de muitos finais de ciclos, em ambos aspectos. Vejamos um resumo até aqui... 

    Oxalá, nosso Orixá funfun (do branco), sincreticamente associado a Jesus, no catocilismo, se manifesta através da paz, verdade, clareza e humanização. "Arrancando máscaras", revelando o que esta escondido ou subentendido, trazendo a verdadeira face e intenção de cada indivíduo. E não se enganem, não estou me referindo apenas aos relacionamentos amorosos, mas em todo e qualquer relacionamento interpessoal, inclusive familiar e profissional. O que não é "verdadeiro e puro" não se perpetua perante este Orixá.

    No mesmo contexto, Oxalá é o começo e o fim, e em 2023 traz o final do ciclo das águas e dos Orixás supremos, que iniciou se em 2021, com Yemanjá. Contudo, muitas mortes em massa irão ocorrer ainda, até meados de Abril de 2024. Hoje estamos vendo a força da natureza, através das águas, cumprindo esse papel. Mas não será este o único fator de risco que se propagará, guerras e conflitos estão ganhando forças. É o ato da ação e reação, a cobrança e transformação divina necessária para nosso processo de evolução, que nós "terrenos", ainda não obtivemos o devido entendimento.

    O ser humano precisa aprender a não se lamentar de "barriga cheia" e não fazer pré-julgamentos, a ser mais humanitário. É preciso entender que Deus sinaliza o melhor caminho para todos nós e caberá a sua dádiva do livre arbítrio enxergar, aceitar ou não. Devemos parar de colocar nossa fé sob ataques de questionamentos, acabando por misturar os atos e consequências de suas escolhas, "incriminando" seu crédulo. É o ano de separar o "joio do trigo", testando sua proximidade com Deus e seu propósito nesta Terra, independente de religião, pois lembre-se, Deus é único. Seja ele Jehovah, Olodumare, Zambi, Mawu, Alláh, dentre outros, cada um dentro de sua concepção e cultura.

    Muito alertei sobre os índices dos crimes passionais, os feminicídios. E em alguns Estados apontam altas descomunais, o tema preocupa autoridades brasileiras, conforme noticiado na Rádio Senado e no G1. 

Endereços das notícias:

https://www12.senado.leg.br/radio/1/conexao-senado/2023/07/05/aumento-do-feminicidio-no-brasil-preocupa-autoridades-brasileiras

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2023/08/21/feminicidio-cresce-34percent-no-1o-semestre-deste-ano-no-estado-segundo-ssp-agressao-ameaca-e-medidas-protetivas-tambem-tiveram-alta.ghtml

    Um fator importante, que segue na linha de raciocínio das percas em massa e distúrbios psicológicos... Quantas crianças foram mortas entre 2022 e 2023? Quantas creches e escolas sofreram atentados ou ameaças? Cenas que se tornaram partes do cotidiano no Brasil, que antes eram apenas vistas em outros países. O cuidado com as crianças, e a estafa mental nos seres humanos, vem sendo citados em minhas previsões, destacadamente, desde 2021. Índices que vem se alardeando desde então. Conforme reportagem da BBC News Brasil, o número de ataques as escolas já superam os últimos 20 anos, segundo pesquisadores. Enquanto o Lemond Diplomatique Brasil destaca que: "Criam-se novos termos para alegar estafa mental – como a Síndrome de Burnout. Começam a aparecer em nosso dia a dia inúmeras pessoas diagnosticadas com depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista (TEA), TDAH...". 

Endereços das notícias:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn0610zm35vo

https://diplomatique.org.br/a-evolucao-de-genes-anticapitalistas

    Aos que me acompanham sabem, gosto de mostrar os índices, confrontar com o que foi previsto, e os mesmos não me deixam mentir. Até Dezembro estarei postando as previsões completas para 2024, segundo os Orixás.

    Por fim, dentro do contexto deste ano de Oxalá, onde devemos separar o "joio do trigo", gostaria de deixar um apelo... Vejo cada dia mais surgirem inúmeros "religiosos", "bruxos" e "videntes" nas redes sociais, crescendo descomunalmente, e com "zero conteúdo". A grande maioria pegam notícias do Google e jogam nas redes como se fossem suas previsões! Diariamente mencionando "previsões" de famosos, muitos sem fundamento algum, apenas pela insana conquista de "likes" e "seguidores", sem contar o retorno da cobrança para a suposta "consulta espiritual" com os mesmos. Quase sempre misturam mais de uma crença, oráculo e tradição, para se passarem por "entendidos" e "poderosos", onde se quer foram iniciados nestas culturas. Tenham muito cuidado ao dar "ibope" a estes falsos "videntes", "bruxos" e afins, estas "pessoas" nunca terminam bem. Como eu digo, Xangô (justiça) é pra todos, e o nome disso é charlatanismo, enganação, um crime previsto na lei.


Um bom axé a todos!


Pai Daniel de Oxum



*imagem ilustrativa, retirada da internet (Google).

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Clínica Cem - Dr. Carlos Cochlar


Esbanjando atenção e profissionalismo, excelente médico, Dr. Carlos Cochlar, traz para Alvorada/RS um novo conceito em clínica médica, a Clínica Cem (Centro de Especialidades Médicas). Aquele local que você já sente a diferença no contato inicial, em sua recepção, através de Maria, uma de suas colaboradoras. A Clínica Cem conta com especialistas bem capacitados, onde em sua grande maioria já passaram pelo Grupo Santa Casa de Misericórdia, que como todos sabem, é uma das maiores referências da América Latina. Dispondo de equipamentos de última geração, conforme agenda e disponibilidade, é possível ser atendido por um especialista e realizar uma ecografia em poucos instantes, sendo reavaliado no mesmo dia. E o melhor, sem pagar sua reconsulta!*

A Clínica Cem atende na av. Getúlio Vargas, 368 no 6º andar (Edif. Comercial Grandis).

Contato 51.98329.5629 / 51.3412.0256


Foto: Clínica Cem - Diretor Dr. Carlos Cochlar e Pai Daniel de Oxum


*Conforme disponibilidade, regras e orientações da Clínica Cem.

domingo, 27 de junho de 2021

Orixá de Cabeça (Orí/Eledá)

Hoje vou adentrar em um assunto um pouco polêmico! 

Quantos religiosos já não se perguntaram se seu "Orixá de Cabeça" (como é dito no popular) está correto? Alguns mais curiosos, já devem ter se perguntado, afinal é Orixá de Orí ou de Eledá? Existe diferença ou se trata do mesmo significado? 

Ou ainda, quem nunca ouviu a famosa expressão: "Os Orixás (x, y, z) estão brigando por "minha cabeça", na consulta de búzios (Ifá)". Certamente você já deve ter ouvido isso no meio religioso, através de algum conhecido ou até mesmo da boca de um Babá/Yá. Principalmente quando se vai jogar e confirmar o seu "Orixá de Cabeça". Seria isso um mito ou uma realidade?

São muitas as dúvidas que cercam este assunto. E as complicações para quem cultua um Orixá "trocado", causam estragos irreversíveis. Por isso tamanha a importância de tocarmos no assunto. 

Tentarei resumir e abordar da forma menos complexa. Mas para entender, primeiramente você precisa conhecer o básico sobre o conjunto dos princípios das religiões de matriz africana e suas mitologias. Vamos lá!

No princípio teológico africano, nós seres humanos fomos pensados a partir da imagem e semelhança das divindades, como uma centelha, sendo nossos sentimentos e reações  contextos divinos dos Orixás. Ao inverso do princípio cristão (branco/ocidental), onde Deus está acima da humanidade e qualquer divindade, não pertencendo a Deus sentimentos e reações humanas.

Em uma das vertentes da mitologia africana, nossos corpos foram moldados através da lama, por Obatalá, o Orixá mais velho criado por Olodumare, nosso Deus supremo. Para dar "vida" a este "corpo", Olodumare utilizou de três elementos primordiais: "Orí", "Èmí" e "Eledá". O Orí (cabeça) é sua parte do corpo mais sagrada, por onde se consagra o nascimento através do parto, é o que liga você ao mundo espiritual, carrega seu destino, que você escolhe antes de nascer. O Emí, sopro divino da vida, onde o próprio Olodumare soprou dentro do corpo, é o seu “eu interior” (alma/espírito). E o Eledá (Criador/Protetor), que é seu Orixá, sua semente ancestre, de onde provém seu caminho e arquétipos, junto de Orí. Formando assim o "Ará-Ayê" (corpo terreno), do ser humano. Quando o corpo falece, o Emí volta ao Orun (céu), para junto de Olodumare, em um de seus espaços (abordarei em outro momento sobre estes espaços), onde nesta condição passa a se chamar "Ará-Orun" (corpo do céu). Lembro que outros elementos formam o "Ará-Ayê" por completo, estamos apenas resumindo os primordiais (adentrarei em outro momento).

Entende-se então, que Orí é um dos elementos que formam nosso corpo físico, a cabeça. Sendo Eledá (Criador/Protetor) o nome dado a "semente plantada" em seu Orí, do Orixá definido para te acompanhar do nascimento até os fins dos dias em sua encarnação.

Pode parecer um pouco complexo, mas se parar bem para analisar, esse fato se torna ainda mais claro na prática, e assiste um ritual de Borí/Oborí em algumas tradições do Batuque. Onde o alimento oferecido a Orí (Oborí/Borí) é montado e feito sobre a cabeça no iniciado, a parte da vasilha do seu Orixá. Tendo inclusive cantigas específicas para essa ritualística. Onde Orí inclusive tem sua quartinha independente da quartinha de Orixá. A importância de Orí nestas tradições é tão forte, que é resguardado e tratado tanto quanto um assentamento de Orixá, zelado em um "Igbá Orí", ou no Batuque, popularmente chamado de "mantegueira", independente do assentamento de seu Orixá de Eledá (Igbá Orixá), como uma divindade. Em outras tradições do Batuque o entendimento de Oborí/Orí já se torna mais vinculado ao "Orixá de Cabeça" (Eledá), tratando Orí e Eledá como um único elemento, alimentados na mesma vasilha. No Candomblé isso já é habitual dentro da tradição, tratar Orí separado de Orixá. Em outro momento detalharei mais sobre Borí/Oborí.

Concluindo então que seu Eledá (Orixá) vem de "ventre", antes da encarnação, não existindo portanto, nenhuma espécie de "briga por cabeça" após seu nascimento.

No dia a dia do batuqueiro (Batuque RS) se tem um entendimento distorcido. E existem raras situações bem em específico que fomentam essa opinião sobre "briga por cabeça". Entenda!

Existem casos de pessoas que foram "seguras" ou "entregues" a outro Orixá, sendo por situações de saúde ou problemas mediúnicos. Isso ocorre em 99% dos casos em crianças menores de 7 anos. Muitas vezes são crianças que seus pais fizeram alguma "segurança/trabalho" junto do terreiro e acabaram não dando segmento na religião. Anos depois, a criança agora já adulta, sente-se atraída ou tem a necessidade de buscar apoio espiritual. Muitos adultos se quer lembram que passaram por uma casa religiosa junto de seus pais, ou eram muito pequenos. É neste momento onde a suposta "guerra por cabeça" aparece, é exemplificada no caso. Pois no jogo de búzios estará seu "Orixá de ventre" (Eledá) respondendo juntamente com o Orixá que cuidou e zelou daquela criança. E se o Babá/Yá não tiver um bom conhecimento acrescido de uma boa leitura de Ifá (búzios), ocasionará em um ensinamento totalmente distorcido da realidade. E acaba definindo este ocorrido como uma "briga por cabeça", o que sabemos que não se aplica, pelo menos não da forma como muitos justificam. E acabam por iniciar o filho de santo em um Orixá que não é o seu Eledá, trazendo graves consequências em seu caminho. Bem como, existem casos muito mais raros onde a pessoa é o que chamamos de "Orí Meji", onde dois Orixás habitam o mesmo Eledá de um único Orí (caminho), que abordarei mais profundamente em outro momento. Alguma nações do Batuque contemplam a tradição do Orí Meji, outras desconhecem, irá variar da bacia ancestre de cada casa. Já na tradição do Candomblé, o Orí Meji é mais corriqueiro entre seus adeptos, ou seja, não é uma "invenção ou evolução", e sim uma tradição africana, porém menos cultuada no Batuque RS.

Nestes casos em específico onde dois Orixás aparecem devem ser tomadas algumas medidas, executando os devidos preceitos religiosos, determinados por Orunmilá (ifá), onde não irei explanar através da página. A ideia aqui é esclarecer e desmistificar questões e dúvidas do cotidiano da cultura africana junto dos adeptos do Batuque RS, dentro de meus ensinamentos e estudos, e não citar fundamentos. 

Costumo dizer que o entendimento de fundamento vai da concepção da tradição adquirida pelo Babá/Yá de casa para casa, assim sendo, existirão outras práticas dentro de um mesmo culto, legitimando os mesmos resultados finais.

Hoje em dia, muitos religiosos vem sofrendo por erros básicos que estão sendo cometidos por Babás e Yás despreparados, desinformados. Muito zeladores se omitem diante de questões como estas, em suas casas, negando o direito de seus filhos de santo aprenderem. Obviamente por não dominarem o assunto, ou pior, usando a justificativa que o filho não está preparado, alegando ser um segredo. Enquanto na realidade, este grupo, está apenas voltado ao cunho financeiro, enterrando o bem mais precioso de nossa tradição, o conhecimento ancestre.

Espero ter colaborado para entendimento de muitos. A partir desta postagem, irei explanar mais sobre estes tópicos, auxiliando os religiosos a entenderem mais a essência de nossa linda religião. Africanizem-se!

Pai Daniel de Oxum

domingo, 2 de agosto de 2020

A Cobrança do Jogo de Búzios


Muitas pessoas se questionam por que cobramos para jogar búzios, e não entendem quando um sacerdote se nega a abrir o jogo sem o valor estipulado para o mesmo, sobe pena de ser punido por Ifá. 

Um dos itãns (histórias) mais contados através da tradição, nossos antepassados, sobre o Oráculo Sagrado de Ifá, conta que, um determinado moço, vivia nas ruas com algumas "conchas" nas mãos e, com elas fazia uma espécie de adivinhação da vida de todos que por ali passavam, em troca de algum pagamento ou oferenda, esse rapaz era Exú/Bará.

Interessada em aprender aquele segredo Oxum resolveu procurar Bará e pedir-lhe que a ensinasse os mistérios contidos naquelas "conchas", mas Bará recusou-se e mandou Oxum embora.

Oxum muito astuta bolou um plano para enfeitiçar Bará e, assim arrancar dele o que ela queria, os segredos de Ifá. Com um pó mágico Oxum foi a procura de Bará. Chegando em seu reino, Oxum brinca com ele, desafiando-o a descobrir o que ela tinha entre os dedos. Bará então inclinou-se para ver o que havia nas mãos de Oxum e, foi quando ela soprou o pó mágico em seus olhos, cegando-o momentaneamente. Com medo de perder para sempre suas "conchas sagradas" e ser punido por Ifá, Bará se viu obrigado a passar os segredos do Jogo de Búzios para Oxum.

Ifá não é propriamente uma divindade (Orixá), é o porta-voz, é a representação da adivinhação, da profecia de Orunmilá. Bará por sua vez, é o Orixá mensageiro, que faz a comunicação entre Orunmilá, Ifá e os demais Orixás, sem este "elo" de ligação, não temos contato junto aos demais Orixás. 

Sendo assim, Oxum foi conversar com Orunmilá e este reconhece a astúcia de Oxum e acrescentou mais, que a partir daquele momento, todos os que desejassem se beneficiar dos segredos de Ifá deveriam pagar um tributo a ela, a Bará e a ele mesmo, Orunmilá. E assim nasceu o pagamento pelo Jogo de Búzios, Oxum passou a ser a verdadeira senhora desse processo juntamente com Bará e, junto de Orunmilá, sendo os únicos detentores dos segredos de Ifá. 

Quando um sacerdote consulta Ifá de graça, Oxum lhe tira a visão e Bará lhe corta a comunicação, vetando acesso a Orunmilá. Portanto, com o dinheiro ali arrecadado, esse sacerdote deve retirar uma parte para pagar tributos ás divindades se quiser continuar enxergando e ouvindo o que falam os búzios em suas quedas.

Assim, quando se dirigir a uma casa de santo para um jogo de búzios, lembre-se de que, ali está um segredo muito grande e é obrigação do sacerdote cobrar para fazer uso do mesmo, sob pena de perder a visão do jogo.

A cobrança do jogo, não é comércio como pensam muitos, mas sim, um preceito religioso e deve ser obedecido à risca, como tudo que se pratica dentro do culto.

Um bom axé a todos!

Pai Daniel de Oxum




*Imagem meramente ilustrativa, retirada da internet (Google).

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Quizila (ewó) - Xapanã/Sapaktá (Obaluayê/Omulú) e Xangô (Sogbô)



    Sempre alerto em minhas previsões ou redes sociais sobre os cuidados que os filhos de Xangô devem ter em anos regidos por Xapanã/Sapaktá (Obaluayê/Omulú), pricipalmente em anos bissextos. Vou explanar, dentro da minha tradição e aprendizagem, sobre esta quizila (èèwò) e suas lendas (itãns) entre estas duas divindades.

    Primeiramente, vamos entender que quizila (èèwò), ewó no português, é tudo aquilo que provoca uma reação contrária ao axé (força vital) de um respectivo Orixá. Estas energias negativas podem estar contidas em alimentos, cores, situações vividas entres os Orixás (em sua passagem terrena, mitologias), animais e até mesmo na própria natureza.

    Esta ewó (quizila) é visto nos itãns ligados ao Vodun Sapaktá (Xapanã/Obaluayê, Yourubá). Onde, na concepção dos povos Jejê-Fom, os supremos Mawu (feminino) e Lissá (masculino) tinham como filhos, dentre outros, os Voduns Sapaktá e Sogbô (Xangô, Yourubá). Porém entre os irmãos haviam muitas disputas, não existindo uma boa convivência entre eles. Contudo, para que não houvesse mais discussão entre os irmãos, Sapaktá decide ir morar com seu povo na cidade que havia ganhado de seus pais (Mawu-Lissá), a cidade de Savalu, onde cuidaria de seu povo e seria reverenciado. Sapaktá levou para sua terra todas as riquezas que ganhara de seus pais, se preocupou com tudo, mas esqueceu a água, deixando-a no meio das riquezas de seu irmão Sogbô. Com o tempo a água da chuva não caía mais um pingo, e logo os moradores de Savalu foram até o palácio de Sapaktá se queixar. Onde o mesmo lhes disse para que não se preocupassem, que a chuva estaria prestes a chegar. Só que as palavras de Sapaktá não foram cumpridas, e 3 anos haviam se passado sem chuva. Nesse mesmo período dois Bokonons muito conhecidos em todas cidades por serem grande adivinhos e grandes consultores de Fá (Ifá, Yourubás) haviam acabado de chegar a Savalú (Bokonon é a denominação Fom para Babalaô (Yourubás), neste caso, sacerdote iniciado para o culto do Vodun Fá). Esses homens pediram para falar com o rei da cidade, onde os seus súditos então os levaram até o palácio. Ao chegarem, os dois Bokonons (Babalaôs) logo se apresentaram ao Rei Sapaktá, que logo percebeu que eles falavam uma língua diferente, mas que ele reconhecia, era a língua falada no orun (céu). Então logo o rei questionou o que estaria acontecendo em seus domínios, já que não chovia a muitos anos. Os Bokonons responderam que não sabiam, mas que se Sakpatá quisesse saber, eles poderiam consultar Fá (Ifá). Sapaktá então autorizou e ao consultarem Fá (Ifá), descobriram que tudo que estava acontecendo era por causa de dois irmão que desejavam possuir as mesmas coisas, e que Sapaktá deveria fazer uma oferenda (presente/agrado) para acalmar seu irmão. O rei na mesma hora mandou providenciar tudo que Fá havia lhe pedido através dos cauris (búzios, Yourubá). Feito a oferenda, mandaram um pássaro entregar aos altos do céu, onde morava seu irmão Sogbô. Que ao avistar o pássaro lançou um raio em direção ao mesmo, que se esquivou, e fez com que Sogbô reparasse em suas habilidades. Identificando o pássaro que Sapaktá criara desde de filhote, deixando assim, o mesmo se aproximar. Rapidamente o pássaro deixou a oferenda e foi embora com recado que Sogbô havia aceitado a oferenda. Pedindo perdão ao seu irmão por ter sido tão ambicioso, e que Sakpatá não foi tão esperto como pensava, pois esquecera do mais importante, a água. E neste mesmo dia a chuva fez que rios, mares e lagos transbordassem de tanta água em Savalú, e os dois irmãos fizeram as pazes. Onde deste itãn (lenda) se toma a concepção de respeito e "distanciamento" entre estes Orixás. 

    Outra lenda (itãn), conta que Xangô, um rei muito vaidoso e extravagante, deu uma grande festa em seu palácio, convidando todos os Orixás, com exceção de Xapanã/Obaluaye. Pois as suas características místicas ligadas as pestes assustavam o rei do trovão, que não queria doenças em seu reino. Neste mesmo contexto, outro itãn refere-se ao motivo de Xapanã/Obaluaye ter sido zombado por Xangô durante uma festa em seu palácio. Devido seu corpo coberto de chagas, escondido entre as palhas, e de sua maneira de dançar. Despertando assim, a íra de Xapanã contra Xangô.

    Algumas tradições partem do princípio que Xangô, Rei de Oyó, com seu título de Obakoso (Rei de Koso). Dono dos raios, trovões, da força e poder do fogo, juntamente da justiça e o equilíbrio. Xapanã/Obaluayê, Rei de Empe, guerreiro e caçador, ao nascer é abandonado doente, acolhido por outra mãe. Onde fez de seu sofrimento e chagas sua vitória, galgando seu reinado, sendo temido e intitulado como "Rei da Terra", o "Rei dos Jêjê-Fom". Orixás de polos extremos, céu (orun) e terra (ayê), que com suas respectivas individualidades, matem o equilíbrio no mundo (ayê e orun).  

    Ambos exercem poderes sobre os mortos, Xapanã/Obaluaye no ayê (terra) carreia e comanda os processos de desencarnes, para que seja feito o julgamento de seus atos por Xangô no orun (céu), antes da possível entrada para um dos noves espaços criados por Olodumare. 

    Se são verdades ou mitos, nunca saberemos ao certo, mas este ewó (quizila) é tão temido e respeitado por muitas tradições brasileiras, que um dos grandes ritos do Candomblé, feito para Xapanã/Obaluayê em Agosto, chamado de Olubajé (O Banquete ao Rei), é proibida a manifestação de Xangô. Assim como nas festividades para Xangô, Xapanã/Obaluayê também não se manifesta no terreiro.

    Lembrando que nas religiões afro-brasileiras, em suas estruturações, infinitos povos compartilharam de suas mitologias e aglutinaram muitas de suas divindades aos Yourubás (Orixás), que prevaleceram em maior número. Vemos isso claramente na prática com nossas divindades Yourubás, os Orixás. Que trazem muitas práticas, falas e identidades de seus povos coirmãos, como os Jejê/Fom (Voduns) e os Bantos (Nkises). Seguindo sempre a linha de raciocínio que, em território africano a ideia de Batuque, Candomblé e etc, assim como estruturada no território brasileiro, não sustenta o modelo organizativo como os povos africanos esmiuçaram suas relações metafísicas. Foram diversos conflitos entre os inúmeros povos africanos, e suas diversidades entre povos similares, entre eles mesmos, antes ainda do período escravista, assim como, durante. Nem mesmo os povos Yourubás, denominados assim pelos europeus, na era da Costa dos Escravos, faziam parte de uma nação coesa. Eram compostos de diversas tribos, com suas etnias, línguas, crenças e costumes, em muitos territórios, aldeias e cidades.

    Fatores que só fortalecem a ideia de que "certo e puro" ou "errado" ficam cada vez mais distantes. Parto sempre do princípio de seguir sua tradição, visando os costumes e axé que seus Orixás se habituaram e escolheram. E por fim, não menos importante, sentir e vivenciar estas energias, tirando suas próprias conclusões. Aqui no Ylê de Oxum, acredito neste ewó e o respeito muito. 
    
    Um bom axé a todos!

Pai Daniel de Oxum




*Imagem meramente ilustrativa, retirada da internet (Google).